Parque das Aves e Projeto Perereca-Rústica: ciência, conservação e compromisso com a Mata Atlântica
Entenda como o Parque das Aves participa do Projeto Perereca-Rústica, incluindo expedições de campo para estudo da espécie, e por que essa parceria fortalece a conservação da Mata Atlântica.
Ouvir a notícia: Parque das Aves e Projeto Perereca-Rústica: ciência, conservação e compromisso com a Mata Atlântica
A conservação da Mata Atlântica exige mais do que cuidar das espécies que vivem sob cuidados humanos. Ela depende de pesquisa em campo, monitoramento de populações silvestres e parcerias estratégicas. É nesse contexto que se insere a relação do Parque das Aves com o Projeto Perereca-Rústica, uma iniciativa voltada ao estudo e à conservação de uma espécie rara e pouco conhecida desse bioma.
Em novembro de 2025, a equipe técnica do Parque das Aves participou da quarta expedição de campo do projeto. A ação reforça o compromisso da instituição com a conservação baseada em ciência e com a proteção da biodiversidade da Mata Atlântica.
O que é o Projeto Perereca-Rústica
O Projeto Perereca-Rústica tem como foco o estudo da perereca-rústica (Pithecopus rusticus), um anfíbio associado a áreas específicas da Mata Atlântica e que depende de ambientes preservados para sobreviver. Como ocorre com muitos anfíbios, essa espécie é sensível a alterações ambientais, poluição e perda de habitat.

Anfíbios são considerados importantes bioindicadores. Isso significa que sua presença ou ausência pode indicar a qualidade ambiental de uma área. Quando uma população de anfíbios apresenta declínio, muitas vezes é um sinal de que o ecossistema está sob pressão.
O projeto reúne pesquisadores e instituições parceiras para:
- Mapear a ocorrência da espécie
- Monitorar populações em ambiente de ocorrência natural
- Coletar dados sobre reprodução e comportamento
- Identificar ameaças
- Contribuir para estratégias de conservação
A participação do Parque das Aves fortalece essa rede de pesquisa e amplia o impacto das ações.
A quarta expedição de campo
Realizada em novembro de 2025, a quarta expedição teve como objetivo dar continuidade ao monitoramento da espécie em áreas estratégicas da Mata Atlântica. A equipe técnica do Parque das Aves se uniu aos demais pesquisadores para atividades noturnas e diurnas de busca, registro e coleta de dados.
“O objetivo desta expedição é monitorar os indivíduos na única localidade conhecida da espécie e também buscar novos registros em outras áreas. Para isso, realizamos busca ativa em campo e instalamos gravadores remotos para captar vocalizações e identificar possíveis ocorrências. Também estamos coletando plantas que serão utilizadas no aquaterrário onde alguns indivíduos são mantidos para acompanhamento”, contou a coordenadora do Projeto Perereca-rústica, Elaine Maria Lucas Gonsales.
Expedições como essa são fundamentais para compreender a dinâmica populacional da espécie ao longo do tempo. Como a conservação depende de dados consistentes, o monitoramento periódico permite avaliar tendências e ajustar estratégias.
Ao participar da quarta expedição, o Parque das Aves reforça seu papel como instituição que atua além da visitação e que investe em conhecimento científico aplicado à conservação.
Por que conservar anfíbios também importa?
A Mata Atlântica é um sistema interligado, onde aves, anfíbios, insetos, plantas e outros grupos dependem uns dos outros. Ao contribuir com o Projeto Perereca-Rústica, o Parque amplia seu impacto na conservação do bioma, fortalecendo a base ecológica que sustenta as espécies que fazem parte de sua missão institucional.
A perda de anfíbios pode afetar cadeias alimentares, dinâmica de insetos e qualidade da água. Tudo isso influencia diretamente a saúde dos ecossistemas que também abrigam outros animais.
Conservar a perereca-rústica é, portanto, conservar o ambiente que sustenta inúmeras espécies, inclusive aquelas acolhidas pelo Parque das Aves.
De acordo com dados amplamente divulgados por organizações ambientais como a Fundação SOS Mata Atlântica, restam cerca de 12% da cobertura original do bioma. Esse cenário torna cada iniciativa de pesquisa e conservação ainda mais estratégica.

O papel do Parque das Aves na conservação
O Parque das Aves atua como centro de abrigo e conservação de espécies da Mata Atlântica. Nosso foco está na proteção da biodiversidade do bioma, e isso exige uma visão integrada do ecossistema como um todo. Por isso, o trabalho vai além dos viveiros imersivos e do cuidado com animais sob cuidados humanos. A equipe técnica participa de projetos científicos, expedições de campo e iniciativas de pesquisa que ampliam o conhecimento sobre a fauna e fortalecem estratégias de conservação em ambiente de ocorrência natural.
Ao integrar o Projeto Perereca-Rústica, o Parque das Aves:
- Contribui com expertise técnica
- Participa da coleta e análise de dados
- Apoia a conservação de espécies além das aves
- Fortalece parcerias institucionais
- Amplia seu impacto na Mata Atlântica
Essa atuação está alinhada com a missão de promover conexão com o mundo natural e agir para salvar espécies da Mata Atlântica.
Projetos como o da perereca-rústica mostram que a conservação precisa ser baseada em dados. Sem pesquisa de campo, não é possível compreender a real situação das populações silvestres nem planejar estratégias eficazes.
Conexão entre visitantes e pesquisa
Muitas pessoas que visitam o Parque das Aves em Foz do Iguaçu não imaginam que parte do trabalho realizado pela equipe acontece em áreas de floresta, longe dos viveiros. Ao apoiar o Parque por meio da visitação, os visitantes também contribuem para que iniciativas como o Projeto Perereca-Rústica sejam possíveis.
Cada ingresso ajuda a manter a Infraestrutura, a equipe técnica e as ações que extrapolam o espaço de visitação. Isso inclui participação em pesquisas, capacitações e parcerias voltadas à conservação da Mata Atlântica.
Ao conhecer histórias como a da quarta expedição do Projeto Perereca-Rústica, o visitante entende que a conservação é um esforço contínuo e coletivo.
Sobre o Parque das Aves
O Parque das Aves, que possui um centro de conservação focado em espécies da Mata Atlântica e atua no acolhimento de animais resgatados, é o atrativo mais visitado do Paraná depois das Cataratas e completou 31 anos de atuação em 2025. Como instituição privada, os visitantes promovem a continuidade do trabalho do atrativo por meio da visita ao Parque, do consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico (Restaurante Sabores da Floresta, Bistrô da Mata e Café da Praça) e das compras na Loja de souvenirs.
