Parque das Aves
Nossa Mata Atlântica

Translocação de animais na natureza. Como acontece?

13 de agosto de 2019 2 min de leitura
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Para translocar animais na natureza, que estão sob cuidados humanos, existe um processo muito importante chamado soltura branda (soft release).

Esse  “treinamento”, que ensina um animal nascido sob cuidados humanos a sobreviver na natureza, possui esse nome pois é um processo que acontece aos poucos. O procedimento dá o tempo necessário para o animal aprender procurar alimento por conta própria, reconhecer predadores e voar rápido o suficiente para fugir deles.

Um papagaio de peito roxo, sombra, galhos e folhas secas em seu bico, sobre um galho de árvore. Ao fundo, o ambiente da natureza está desfocado.
Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)

Normalmente este processo ocorre na área onde o animal vai ser solto, usando um recinto construído em meio à mata.

Quando o animal está pronto para a soltura, a porta do recinto é aberta e ele pode ir saindo aos poucos: alguns animais demoram certo tempo para deixar o recinto, e outros retornam diversas vezes para se alimentar, até pararem de aparecer e conseguirem fazer isso por conta própria.

Um animal pode demorar meses para completar este processo, e nem todos os animais são considerados aptos ao final deste “treinamento”, necessitando então de abrigo permanente sob cuidados humanos.

 Um close-up de uma ave com plumagem preta, crista cinza, pele azul ao redor dos olhos e detalhe vermelho no pescoço, com fundo natureza desfocada.
Jacutinga (Aburria jacutinga)

O Parque das Aves já enviou jacutingas (Aburria jacutinga) e papagaios-de-peito-roxo (Amazona Vinacea) para serem soltas na natureza, espécies que fazem parte de importantes relações ecológicas, como por exemplo a dispersão de sementes de plantas, reflorestando a nossa Mata Atlântica.

Sobre o Parque das Aves

O Parque das Aves, um centro de resgate, abrigo e conservação de aves da Mata Atlântica e o atrativo mais visitado do Paraná depois das Cataratas, completou 30 anos de atuação em 2024. Como é uma instituição privada, os visitantes promovem a continuidade do trabalho do atrativo através da visita ao Parque, consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico e compras na Loja de souvenirs.

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