Aves de diferentes formas e cores: saiba mais sobre o dimorfismo sexual
Você já ouviu falar sobre dimorfismo sexual? Algumas espécies de aves não possuem diferenças visíveis que permitam diferenciar os machos das fêmeas. Porém, outras espécies possuem diferenças bem marcantes e visíveis, que permitem diferenciar o sexo da ave. Essa característica marcante e visível se chama dimorfismo sexual, que quer dizer duas formas (do grego di- dois, […]
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Você já ouviu falar sobre dimorfismo sexual? Algumas espécies de aves não possuem diferenças visíveis que permitam diferenciar os machos das fêmeas.
Porém, outras espécies possuem diferenças bem marcantes e visíveis, que permitem diferenciar o sexo da ave.
Essa característica marcante e visível se chama dimorfismo sexual, que quer dizer duas formas (do grego di- dois, e morphe forma).
Algumas aves podem apresentar características físicas que ajudam a identificar o seu sexo, como a cor das penas ou o tamanho de bico, cabeça e cauda do animal.

“O dimorfismo sexual em aves é a diferença na aparência visível entre machos e fêmeas de uma mesma espécie.”
Dimorfismo sexual pra quê?
O dimorfismo sexual em algumas espécies de aves surgiu ao longo da evolução por ter vantagens aos indivíduos, por exemplo em atrair parceiros, evitar predadores ou facilitar a identificação entre indivíduos.
Essas características podem ser benéficas para as aves, pois ajudam os machos a se destacarem na hora da corte entre tantos outros machos.
No entanto, também os torna mais vulneráveis aos ataques de predadores, o que acaba se tornando uma vantagem, visto que podem afastá-los para bem longe do ninho, garantindo a sobrevivência da prole e a perpetuação da própria espécie.
Por outro lado, as fêmeas se beneficiam dessas características mais discretas porque facilitam sua camuflagem para proteger os ninhos e os filhotes dos predadores que estejam próximos.
Mas note um detalhe: em alguns casos onde o macho incuba os ovos, e a fêmea não, a fêmea é mais colorida do que o macho, que é o caso no exemplo da pisa-n’água (Phalaropus tricolor).
Outro exemplo é o dos beija-flores, como por exemplo o beija-flor-de-topete-verde (Stephanoxis lalandi). O macho da espécie apresenta a coroa na coloração azul, faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre, face cinza e lateral da garganta branco, manto verde.
As fêmeas desta espécie de beija-flore apresentam a coroa e manto com tons dourados, garganta, peito e ventre mais claros.

Espécies de aves com diferenças físicas visíveis aos humanos
Confira algumas aves que ocorrem na Mata Atlântica e apresentam dimorfismo sexual. Algumas, inclusive, podem ser observadas aqui no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu:
Mutum-de-penacho (Crax fasciolata): O macho é preto com a região da barriga branca e a fêmea tem a plumagem preta listrada de branco, cabeça e pescoço preto, peito canela e barriga bege. Essa espécie pode ser observada no Parque das Aves.

Tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata): Os machos têm plumagem azul-celeste, cauda preta com duas penas centrais mais longas que as outras e, no alto da cabeça, uma brilhante coroa vermelha. As fêmeas são verde-escuras, cauda mais longa que a dos machos. Inclusive, você já deve ter visto em algum lugar o cortejo do macho à fêmea.

Araponga (Procnias nudicollis): Os machos adultos são inteiramente brancos, exceto os lados da cabeça e garganta, que são nus, de cor verde-jade onde se implantam raras cerdas pretas. A fêmea adulta tem a parte superior verde-oliva, com a cabeça cinza e a parte inferior amarela com estrias amarelas-esverdeadas e cinzentas. O macho da espécie pode ser observado no Parque das Aves, no viveiro de imersão Os Pequenos Marrons.

Canário-da-terra (Sicalis flaveola): o macho possui cor amarelo-olivácea com estrias enegrecidas nas costas e próximo das pernas. Já a fêmea tem a parte superior do corpo olivácea com densa estriação parda por baixo. Tanto o macho quanto a fêmea podem ser observados no Viveiro Os Pequenos Marrons, no Parque das Aves.

Ingresso e como chegar
Agora é a sua vez: venha ao Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, a única instituição do mundo focada na conservação das aves da Mata Atlântica.
Ficamos em frente das Cataratas do Iguaçu, é só atravessar a rua!
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