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Atuação em conservação

Atuação do Parque das Aves em conservação de espécies.

Projetos de conservação que o Parque das Aves realiza ou apoia: 

 

Planos de ação nacional para a conservação das espécies ameaçadas de extinção ou do patrimônio espeleológico: 

 

Projeto Aves do Iguaçu

O Projeto Aves do Iguaçu é um projeto de conservação de aves desenvolvido e financiado pelo Parque das Aves. Ele teve início em 2017 e é desenvolvido no Parque Nacional do Iguaçu (PNI), a mais importante Unidade de Conservação de Mata Atlântica de interior, através de uma parceria com a Unioeste.

Por meio de expedições mensais ao PNI, o objetivo do Projeto é determinar quais das 44 aves ameaçadas de extinção ou cinegéticas ocorrem atualmente no Parque, antes de realizar uma possível avaliação de seu status populacional e caracterização de seus ambientes de ocorrência.

Além disso, os pesquisadores aproveitam a oportunidade para fazer um levantamento da avifauna do Parque Nacional do Iguaçu, buscando complementar a lista de espécies disponível para a Unidade de Conservação. O Projeto inclui ainda um componente de avaliação sanitária das aves no entorno do PNI e um levantamento e sistematização das informações de repressão à caça, ao tráfico ilegal de aves e à retirada ilegal de palmito na região. Essas informações norteiam o Parque das Aves na identificação de ações necessárias para a conservação de populações locais de aves, além de subsidiar os gestores do PNI na elaboração de estratégias internas de fiscalização e proteção.

 

Projeto Papagaio-chauá

Uma grande lacuna de conhecimento na distribuição e no status populacional do papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) foi identificada, dificultando a elaboração de estratégias de conservação. Então o Parque das Aves financiou as três primeiras idas a campo para procurar a espécie nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, e criou todo o branding da Expedição Chauá. Os dados gerados indicaram que a pesquisa teria que ser mais completa, e então foi criado o Projeto Papagaio-chauá, que contou com financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção da Natureza, coordenado pela Fundação Neotrópica do Brasil e realizado em parceria com o Parque das Aves. O Parque também integra a equipe técnica do Projeto, que conta com a colaboração de diversos pesquisadores e colaboradores, e ajudou por muito tempo em sua divulgação no Facebook, engajando a comunidade.

 

Projeto Papagaio-verdadeiro

O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é a espécie mais capturada na natureza para abastecer o comércio ilegal de animais de estimação, dentro e fora do Brasil.

Embora ainda não esteja oficialmente ameaçado de extinção, caminha para isso se a captura de filhotes, associada à perda de habitat, continuar crescendo. Só no Mato Grosso do Sul já foram apreendidos pela fiscalização cerca de 10 mil filhotes (dados do CRAS/IMASUL), desde 1988. Entretanto, sabemos que esse número é muito maior, pois muitos outros morrem na captura e no transporte realizados pelos traficantes.

Em 1997, com o apoio financeiro do Parque das Aves, a Dra. Gláucia Seixas iniciou o Projeto Papagaio-verdadeiro, com o objetivo de gerar informações sobre a biologia e a ecologia dessa ave, auxiliando na tomada de decisões para a conservação da espécie e dos ambientes onde vive, além de mobilizar as pessoas contra o tráfico dos papagaios.

O trabalho envolve pesquisa científica, com ações que visam identificar a situação da espécie em ambiente natural, bem como conhecer os elementos biológicos necessários para seu manejo e conservação, além da sensibilização das comunidades, com ações de divulgação dos resultados e estímulos à reflexão quanto à necessidade de conservação da natureza. O Projeto também atua no mapeamento do tráfico de papagaios-verdadeiros no Brasil, visando propor novas políticas públicas para a conservação da espécie e ações de geração de renda que contribuam para mudar o cenário atual de pressão sobre a espécie.

Nos últimos anos, além do Pantanal sul-matogrossense, o Projeto expandiu suas ações para a Bacia do Rio Paraná, no mesmo estado, onde a espécie sofre com a intensa e constante captura ilegal de filhotes. Nessa área, as ações se concentram na avaliação do impacto do tráfico sobre as populações naturais e a mobilização das comunidades locais. Até agora, cerca de 85% dos ninhos monitorados pelo Projeto na região tiveram filhotes capturados, demonstrando que muito ainda precisa ser feito para mudar o cenário negativo que a espécie enfrenta.

O Parque das Aves é o principal financiador do Projeto, e também participa dos trabalhos em campo e ajuda na comunicação nas redes sociais.

 

Pan Mutum-de-alagoas

O mutum-de-alagoas (Pauxi mitu) está extinto na natureza desde a década de 1970, e sua recuperação depende do sucesso da reprodução sob cuidados humanos. Existem atualmente cerca de 250 dessas aves no mundo. O Parque das Aves integra o programa de conservação do mutumde-alagoas, dentro do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Mutum-de-alagoas, do ICMBio, cujo alvo é reproduzir a espécie e durante 2018 reintroduzi-la em Alagoas.

Em março de 2015, o Parque das Aves recebeu os primeiros 10 casais de mutuns-de-alagoas e naquele mesmo ano obteve um grande sucesso reprodutivo, com mais de 20 filhotes nascidos. Além de ser o primeiro zoológico a manter e reproduzir a espécie, o Parque das Aves contribuiu para o PAN não só reproduzindo as aves, mas também refinando os protocolos de manejo, disponibilizando seu expertise em reintrodução e trabalhando para conscientizar seus visitantes sobre a espécie.

 

Projeto Jacutinga

A jacutinga (Aburria jacutinga) é uma espécie ameaçada de extinção, principalmente devido à caça e à degradação de seu ambiente, mas também por causa da exploração indiscriminada do palmito juçara, importante fonte alimentar da jacutinga.

O Projeto Jacutinga é uma iniciativa da SAVE Brasil (Sociedade para Conservação das Aves do Brasil). Sob a coordenação de Alecsandra Tassoni, ele foi iniciado em 2014 e tem como finalidade a implementação de um programa de reintrodução e monitoramento de jacutingas, baseado em pesquisa científica, educação e articulação com órgãos de fiscalização ambiental. Neste primeiro momento, a reintrodução das aves acontece na Serra da Mantiqueira, região de São Francisco Xavier, em Caraguatatuba e também no Rio de Janeiro.

O protocolo de soltura, que envolve preparação das aves, soltura, monitoramento e pós-soltura, foi desenvolvido e testado. Além disso, o Projeto trabalha com envolvimento das comunidades locais com a questão da conservação da jacutinga, elaboração de material educativo e trabalho com escolas locais.

O Parque das Aves se tornou parceiro do Projeto Jacutinga e envia para soltura aves que nasceram no Parque e são selecionadas por possuírem um perfil adequado que lhes garante maior chance de sobrevivência na natureza. Inicialmente, foram enviadas seis aves, e o Parque continuará a reproduzir a espécie para produzir mais jacutingas que possam ser destinadas ao Projeto. O Parque das Aves também apoiará a equipe do projeto com a troca de conhecimento, capacitação, divulgação e arrecadação de recursos.

 

Projeto Harpia

Após 20 anos de existência, o Projeto Harpia agora está ampliando sua área de atuação e dando início a um programa de reprodução para a conservação da espécie. O Projeto passa então a incorporar um componente ex situ, com as seguintes finalidades: manter uma população ex situ autossustentável, como segurança contra o declínio ou extinção na natureza, manejada para produzir filhotes que possam ser reintroduzidos caso necessário; montar uma rede de segurança para que todas as harpias encontradas feridas e que forem apreendidas possam ser resgatadas, atendidas e devolvidas para a natureza se apresentarem condições de reabilitação e soltura; realizar pesquisas in situ e ex situ que possam ajudar no manejo e conservação da espécie; usar as harpias mantidas sob cuidados humanos como embaixadoras para sensibilização da população sobre a importância da sua conservação e das ameaças que a espécie enfrenta.

 

Grupo especialista em planejamento para a conservação

O Grupo Especialista em Planejamento para a Conservação da IUCN (CPSG/IUCN) é uma rede global de profissionais da conservação dedicados a salvar espécies ameaçadas através do aumento da efetividade dos esforços de conservação no mundo todo.

O Parque das Aves participa, através do CPSG, da condução de workshops de planejamento para espécies ameaçadas, como a harpia e os papagaios ameaçados.

Também através de uma parceria entre o CPSG, o Parque das Aves e o Copenhagen Zoo, em 2017 foi realizado um workshop de capacitação, “Usando as diretrizes da IUCN para o uso do manejo ex situ para a conservação de espécies no processo de planejamento integrado de conservação de espécies e como ferramenta para guiar a implementação de atividades ex situ recomendadas”. Esta capacitação vai ajudar zoológicos e agências governamentais que fazem o planejamento de conservação de espécies a entender e avaliar a importância do trabalho ex situ, além de aplicar as informações obtidas.

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