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Monitoramento das espécies

Monitoria constante do status de conservação das aves da Mata Atlântica.

Com 91,5% de desmatamento em um bioma à beira do colapso, a monitoria e as pesquisas constantes do status de conservação das aves da Mata Atlântica é essencial. A situação está mudando rapidamente e existem várias lacunas no nosso conhecimento sobre a saúde das espécies. Por esse motivo, é essencial uma postura e estrutura que visem identificar rapidamente espécies que estejam sofrendo um declínio muito acentuado e correndo risco de extinção iminente se nenhuma medida for tomada.

Trabalhamos em parceria com o ICMBio e juntamos indivíduos e instituições para agregar conhecimento. Além disso, monitoramos ativamente fontes de informação como eBird e Wikiaves, e quando necessário patrocinamos pesquisas para levantar dados. Tudo isso com o objetivo de:

• Identificar tendências e possíveis casos de declínio populacional;
• Identificar o status correto de espécies;
• Conseguir proteção para essas espécies dentro da legislação;
• Identificar lacunas na conservação de espécies, para que as que necessitam urgentemente de ajuda possam recebê-la.

Case:
Revisão da lista de espécies ameaçadas do Paraná

A primeira lista de fauna ameaçada de extinção no Paraná foi publicada em 1995, com revisão em 2004. E como ela direciona os esforços para as espécies em maior risco de desaparecimento em território estadual, reconhecemos a necessidade de sua atualização. Outros esforços incluem a orientação para a execução de programas de recuperação das aves que estão ameaçadas, além de impactar propostas de implantação de unidades de conservação, programas de mitigação de impactos ambientais e programas de pesquisa, sendo ainda um elemento de referência na aplicação da Lei de Crimes Ambientais.

Assim, o Parque das Aves custeou e organizou a revisão da Lista de Espécies de Aves Ameaçadas do Paraná através de uma parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), para publicação em 2018.

Aves do Iguaçu

Case:
Projeto Aves do Iguaçu

O Projeto Aves do Iguaçu é um projeto de conservação de aves desenvolvido e financiado pelo Parque das Aves. Ele teve início em 2017 e é desenvolvido no Parque Nacional do Iguaçu (PNI), a mais importante Unidade de Conservação de Mata Atlântica de interior, através de uma parceria com a Unioeste.

Por meio de expedições mensais ao PNI, o objetivo do Projeto é determinar quais das 44 aves ameaçadas de extinção ou cinegéticas ocorrem atualmente no Parque, antes de realizar uma possível avaliação de seu status populacional e caracterização de seus ambientes de ocorrência.

Além disso, os pesquisadores aproveitam a oportunidade para fazer um levantamento da avifauna do Parque Nacional do Iguaçu, buscando complementar a lista de espécies disponível para a Unidade de Conservação. O Projeto inclui ainda um componente de avaliação sanitária das aves no entorno do PNI e um levantamento e sistematização das informações de repressão à caça, ao tráfico ilegal de aves e à retirada ilegal de palmito na região.

Essas informações norteiam o Parque das Aves na identificação de ações necessárias para a conservação de populações locais de aves, além de subsidiar os gestores do PNI na elaboração de estratégias internas de fiscalização e proteção.

 

Rede de segurança para espécies sem amparo

Usando os dados obtidos na monitoria constante do status de espécies e lacunas em sua conservação, proativa e frequentemente o Parque das Aves desenvolve ações que possam ajudar espécies em perigo de extinção que não tenham nenhuma ação de conservação associada.

Isso pode ser feito na forma de estruturação de um projeto de conservação ou implementação de ações emergenciais para espécies em estado crítico e totalmente sem amparo.

Case:
Projeto Papagaio-chauá

14Uma grande lacuna de conhecimento na distribuição e no status populacional do papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) foi identificada, dificultando a elaboração de estratégias de conservação. Então, o Parque das Aves financiou algumas expedições iniciais do Projeto e, desde então, tornou-se coexecutor juntamente com a Fundação Neotrópica do Brasil, criando todo o branding. Uma vez estabelecido, o Projeto pôde receber o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza.

Atualmente, o Parque das Aves apoia financeiramente o projeto e integra a equipe técnica juntamente com diversos pesquisadores. Além disso, ajuda ativamente na divulgação no Facebook, promovendo aumento do engajamento com a comunidade.

Projeto Papagaio-chauá

 

Ação preventiva

Várias espécies de aves ainda não são consideradas ameaçadas, mas sofrem alta pressão humana com o tráfico e a caça. Desde a sua fundação, o Parque das Aves acredita fortemente que essas espécies precisam de uma atenção especial, e realiza ou apoia ações e projetos que visam entender melhor sua biologia e reprodução, além das ameaças que sofrem.

 

Case:
Projeto Papagaio-verdadeiro

O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é a espécie mais capturada na natureza para abastecer o comércio ilegal de animais de estimação, dentro e fora do Brasil.

Embora ainda não esteja oficialmente ameaçado de extinção, caminha para isso se a captura de filhotes, associada à perda de habitat, continuar crescendo. Só no Mato Grosso do Sul já foram apreendidos pela fiscalização cerca de 10 mil filhotes (dados do CRAS/IMASUL), desde 1988. Entretanto, sabemos que esse número é muito maior, pois muitos são vendidos sem que fiquemos sabendo, enquanto outros morrem na captura e no transporte realizados pelos traficantes.

Projeto Papagaio-verdadeiro

Em 1997, com o apoio financeiro do Parque das Aves, a Dra. Gláucia Seixas iniciou o Projeto Papagaio-verdadeiro, com o objetivo de gerar informações sobre a biologia e a ecologia dessa ave, auxiliando na tomada de decisões para a conservação da espécie e dos ambientes onde vive, além de mobilizar as pessoas contra o tráfico dos papagaios.

O trabalho envolve pesquisa científica, com ações que visam identificar a situação da espécie em ambiente natural, bem como conhecer os elementos biológicos necessários para seu manejo e conservação, além da sensibilização das comunidades, com ações de divulgação dos resultados e estímulos à reflexão quanto à necessidade de conservação da natureza.

O Projeto também atua no mapeamento do tráfico de papagaios-verdadeiros no Brasil, visando propor novas políticas públicas para a conservação da espécie e ações de geração de renda que contribuam para mudar o cenário atual de pressão sobre a espécie.

Projeto Papagaio-verdadeiro

 

Nos últimos anos, além do Pantanal sul-mato-grossense, o Projeto expandiu suas ações para a Bacia do Rio Paraná, no mesmo estado, onde a espécie sofre com a intensa e constante captura ilegal de filhotes. Nessa área, as ações se concentram na avaliação do impacto do tráfico sobre as populaçõesnaturais e a mobilização das comunidades locais. Até agora, cerca de 85% dos ninhos monitorados pelo Projeto na região tiveram filhotes capturados, demonstrando que muito ainda precisa ser feito para mudar o cenário negativo que a espécie enfrenta.

O Parque das Aves é o principal financiador do Projeto, e também participa dos trabalhos em campo e ajuda na comunicação nas redes sociais.

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