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Conservação de Espécies

Reprodução para conservação

A reprodução para conservação visa reproduzir espécies ameaçadas de extinção, gerando animais que possam ser importantes em uma estratégia integrada de conservação e recuperação dessa espécie.

O Parque das Aves contribui com vários Planos de Ação Nacional (PAN) e projetos de conservação reproduzindo espécies para conservação e pesquisa em manejo reprodutivo. A lista inclui a arara-azul-de-lear, o cardeal-amarelo e a jacutinga, todos os três dentro de PANs.

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Mutum-de-alagoas

O mutum-de-alagoas (Pauxi mitu) está extinto na natureza desde a década de 1970, e sua recuperação depende do sucesso da reprodução sob cuidados humanos. Existem atualmente cerca de 250 dessas aves no mundo. O Parque das Aves integra o programa de conservação do mutum-de-alagoas, dentro do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Mutum-de-alagoas, do ICMBio, cujo alvo é reproduzir a espécie e durante 2018 reintroduzi-la em Alagoas.

Mutum-de-alagoas

Em junho de 2015, o Parque das Aves recebeu os primeiros 10 casais de mutuns-de-alagoas e desde aquele ano obteve um grande sucesso reprodutivo, com mais de 20 filhotes nascidos. Além de ser o primeiro zoológico no mundo a reproduzir, manter e apresentar ao público a espécie, o Parque das Aves contribuiu para o PAN não só reproduzindo as aves, mas também refinando os protocolos de manejo, disponibilizando seu expertise em reprodução e trabalhando para conscientizar seus visitantes sobre a espécie.

Como Salvamos Espécies

Mais informações em nosso blog: AQUI.

 

Expertise em manejo reprodutivo

O Parque das Aves já obteve sucesso na reprodução de 20 espécies de aves ameaçadas. Isso é muito importante, pois desenvolver e aprimorar constantemente as técnicas de reprodução sob cuidados humanos é fundamental para um programa de reprodução para a conservação.

Espécies ameaçadas que reproduzimos:

Jacutinga (Aburria jacutinga)
Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)
Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)
Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus)
Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis)
Grou-coroado (Balearica regulorum)
Pomba-de-nicobar (Caloenas nicobarica)
Mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii)
Mutum-de-penacho (Crax fasciolata)
Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus)
Ararajuba (Guaruba guarouba)
Mutum-do-nordeste (Pauxi mitu)
Flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis)
Marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster)
Ararinha-maracanã (Primolius maracana)
Papagaio-do-congo (Psittacus erithacus)
Araçari-banana (Pteroglossus bailloni)
Periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus)
Ema (Rhea americana)
Macuco (Tinamus solitarius)

Programas de reprodução para conservação eficientes buscam maximizar o sucesso reprodutivo de cada indivíduo através de manejo adequado. O Parque das Aves está desenvolvendo e aprimorando as técnicas de manejo reprodutivo de espécies ameaçadas, incluindo o cardeal-amarelo (Gubernarix cristata) e o mutum-de-alagoas (Pauxi mitu), que estão dentro de Planos de Ação Nacionais.

O Parque das Aves é um dos poucos zoológicos no mundo que já conseguiu a reprodução de tachãs (Chauna torquata), e os resultados estão publicados para ajudar outras instituições no manejo dessas aves.

Além disso, muitas vezes as técnicas de manejo desenvolvidas para espécies não ameaçadas podem ser replicadas para espécies ameaçadas. O Parque das Aves alcança excelente sucesso reprodutivo especialmente com os seguintes grupos:

Psitacídeos - reprodução de 24 espécies
Cracídeos - reprodução de 6 espécies
Ramphastídeos - reprodução de 5 espécies
Strigidae - reprodução de 4 espécies

 

Destinação de aves de espécies ameaçadas nascidas no Parque das Aves para projetos de reintrodução

Os animais nascidos no Parque das Aves estão disponíveis para projetos de soltura. Propostas de parceria com projetos aprovados pelos órgãos ambientais competentes, com equipe experiente e uma boa metodologia, são sempre bem-vindos. Inclusive, o Parque já enviou aves de diferentes espécies para projetos de reintrodução.

Os viveiros amplos do Parque das Aves visam criar condições para que aves cedidas a projetos de reintrodução possam estar em estado físico e comportamental ótimo para soltura, maximizando a sua chance de sobrevivência no seu habitat natural.

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Projeto Jacutinga

A jacutinga (Aburria jacutinga) é uma espécie ameaçada de extinção, principalmente devido à caça e à degradação de seu ambiente, mas também por causa da exploração indiscriminada do palmito juçara, importante fonte alimentar da jacutinga.

Jacutinga

O Projeto Jacutinga é uma iniciativa da SAVE Brasil (Sociedade para Conservação das Aves do Brasil). Sob a coordenação de Alecsandra Tassoni, ele foi iniciado em 2014 e tem como finalidade a implementação de um programa de reintrodução e monitoramento de jacutingas, baseado em pesquisa científica, educação e articulação com órgãos de fiscalização ambiental.

Neste primeiro momento, a reintrodução das aves acontece na Serra da Mantiqueira, região de São Francisco Xavier, em Caraguatatuba e também no Rio de Janeiro.

Jacutinga

O protocolo de soltura e monitoramento pós-soltura, que envolve preparação das aves, soltura e monitoramento pós-soltura, foi desenvolvido e testado. Além disso, o Projeto trabalha com envolvimento das comunidades locais com a questão da conservação da jacutinga, elaboração de material educativo e trabalho com escolas locais.

O Parque das Aves se tornou parceiro do Projeto Jacutinga e envia para soltura aves que nasceram no Parque e são selecionadas por possuírem um perfil adequado que lhes garante maior chance de sobrevivência na natureza. Inicialmente, foram enviadas seis aves, e o Parque continuará a reproduzir a espécie para que mais jacutingas possam ser destinadas ao Projeto. O Parque das Aves também apoia a equipe do Projeto com a troca de conhecimento, capacitação, divulgação e arrecadação de recursos.

Mais informações em nosso blog: AQUI.

 

Integração da equipe do Parque das Aves em projetos de conservação

O Parque das Aves aderiu aos Grupos de Trabalho e Grupos Assessores de Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies. Por exemplo, faz parte do Grupo Assessor do PAN para Conservação das Aves da Mata Atlântica, integra o Grupo Assessor do PAN para Conservação de Papagaios, faz parte da equipe técnica do Programa Nacional para a Conservação do Papagaio-de-peito-roxo e do Programa Papagaios do Brasil. Igualmente, a equipe está sempre disponível para contribuir de forma estruturada ou pontual em projetos de conservação, com expertise em conservação integrada, manejo, veterinária, nutrição, comportamento, bem-estar e comunicações. O Parque das Aves participa em todas essas áreas, e em vários projetos: contribui, em manejo, com os PANs do Mutum-de-alagoas e do Cardeal-amarelo; em nutrição com o Projeto Tamanduaí; em comportamento animal com o PAN da Arara-azul-de-lear; e em apoio ao Projeto Ararinha na Natureza. O Parque está disponível para desenvolver ações complementárias ou coordenar componentes de projetos de conservação.

 

Articulações interinstitucionais para a conservação

Conservação é um processo multidisciplinar somente possível se todos os atores trabalharem de forma integrada. Por isso, o Parque das Aves busca ativa e continuamente parcerias com instituições afins que trabalhem com meio ambiente.

O Parque das Aves busca ser agente ativo na conservação local, especialmente do Parque Nacional do Iguaçu. Para isso, participa de fóruns de discussão locais, dentro do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu (CONPARNI), e patrocina o salário integral de uma especialista em conservação de espécies, também membro do CPSG (Conservation Planning Specialist Group, parte do IUCN), para fins de planejamento estratégico e execução de ações de conservação de espécies, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, com serviços cedidos também ao Projeto Carnívoros do Iguaçu.

O Parque também atua nos níveis nacional e internacional, articulando parcerias entre governo e organizações, como entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres - CEMAVE, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN/ ICMBio) e o Amphibian Ark, além de organizações não governamentais, e com o IUCN.

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Grupo Especialista em Planejamento para a Conservação (CPSG)

O Grupo Especialista em Planejamento para a Conservação da IUCN (CPSG/IUCN) é uma rede global de profissionais da conservação dedicados a salvar espécies ameaçadas através do aumento da efetividade dos esforços de conservação no mundo todo. Em 2018, o Parque das Aves se tornou a Sede Nacional do CPSG.

Além disso, o Parque das Aves fomenta, patrocina e apoia a metodologia e a atuação do CPSG de diversas formas. Por exemplo, através de uma parceria entre o CPSG, o Parque das Aves e o Copenhagen Zoo, em 2017 foi realizado um workshop de capacitação, “Usando as diretrizes da IUCN para o uso do manejo ex situ para a conservação de espécies no processo de planejamento integrado de conservação de espécies e como ferramenta para guiar a implementação de atividades ex situ recomendadas”. Essa capacitação ajuda zoológicos e agências governamentais que fazem o planejamento de conservação de espécies a entender e avaliar a importância do trabalho ex situ, além de aplicar as informações obtidas.

 

Abrigo e recuperação para conservação

O Parque das Aves oferece abrigo a qualquer ave de espécie da Mata em perigo de extinção e que necessite de um lar, em todo o território nacional. Com tantas espécies de aves de Mata Atlântica em risco de extinção, consideramos importante oferecer um lar para cada ave, pois elas podem ter uma importância vital do ponto de vista genético e demográfico. Assim, além do atendimento emergencial para tentar garantir a sobrevivência desses animais, o Parque das Aves pode agrupar os indivíduos resgatados de espécies ameaçadas do bioma de forma estruturada em uma possível população reprodutiva, contribuindo para a conservação de diversas maneiras.

O Parque das Aves tem um longo histórico de abrigo e recuperação de animais, principalmente de Mata Atlântica, mas também de outros biomas. Desde 2017, para fins de conservação, o Parque se compromete a oferecer abrigo a 100% das 120 espécies ameaçadas da Mata Atlântica.

O Parque das Aves busca proativamente essas aves em CETAS e também está atento a empreendimentos que realizam resgate de fauna para identificar espécies ameaçadas da Mata Atlântica que necessitem de destinação. Além disso, o Parque encoraja órgãos ambientais ou qualquer pessoa que saiba ou encontre espécies ameaçadas da Mata Atlântica a entrar em contato com a Diretoria Técnica através do e-mail diretoriatecnica@parquedasaves.com.br

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