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Conservação das Espécies

Abrigo e recuperação para conservação

O Parque das Aves tem um longo histórico de abrigo e recuperação de animais, principalmente de Mata Atlântica, mas também de outros biomas. Desde 2017, para fins de conservação, o Parque se compromete a oferecer abrigo a 100% das 107 espécies ameaçadas da Mata Atlântica.

O Parque das Aves oferece abrigo ou encontra uma destinação adequada a qualquer ave de espécie ameaçada da Mata Atlântica em perigo de extinção e que necessite de um lar, em todo o território nacional. Com tantas espécies de aves de Mata Atlântica em risco de extinção, consideramos importante oferecer um lar para cada ave, pois elas podem ter uma importância vital do ponto de vista genético e demográfico. Assim, além do atendimento emergencial para tentar garantir a sobrevivência desses animais, o Parque das Aves pode agrupar os indivíduos resgatados de espécies ameaçadas do bioma de forma estruturada em uma possível população reprodutiva, contribuindo para a conservação de diversas maneiras.

O Parque das Aves busca proativamente essas aves em CETAS e também está atento a empreendimentos que realizam resgate de fauna para identificar espécies ameaçadas da Mata Atlântica que necessitem de destinação. Além disso, o Parque encoraja órgãos ambientais ou qualquer pessoa que saiba ou encontre espécies ameaçadas da Mata Atlântica a entrar em contato com Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves, no endereço paloma@parquedasaves.com.br

 

Reprodução para conservação

A reprodução para conservação visa reproduzir espécies ameaçadas de extinção, produzindo animais que possam ser usados em uma estratégia integrada de conservação e recuperação dessa espécie.

O Parque das Aves contribui com vários Planos de Ação Nacional (PAN) e projetos de conservação reproduzindo espécies para conservação e pesquisa em manejo reprodutivo. A lista inclui a arara-azul-de-lear, o cardeal-amarelo e a jacutinga, todos os três dentro de PANs.

 

Expertise em manejo reprodutivo

O Parque das Aves já obteve sucesso na reprodução de 20 espécies ameaçadas. Isso é muito importante, pois desenvolver e aprimorar constantemente as técnicas de reprodução sob cuidados humanos é fundamental para um programa de reprodução para a conservação.

Espécies ameaçadas que reproduzimos:

Jacutinga (Aburria jacutinga)
Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)
Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)
Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus)
Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis)
Grou-coroado (Balearica regulorum)
Pomba-de-nicobar (Caloenas nicobarica)
Mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii)
Mutum-de-penacho (Crax fasciolata)
Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus)
Ararajuba (Guaruba guarouba)
Mutum-do-nordeste (Pauxi mitu)
Flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis)
Marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster)
Ararinha-maracanã (Primolius maracana)
Papagaio-do-congo (Psittacus erithacus)
Araçari-banana (Pteroglossus bailloni)
Tiriba-de-orelha-branca (Pyrrhura leucotis)
Ema (Rhea americana)
Macuco (Tinamus solitarius)

Programas de reprodução para conservação eficientes buscam maximizar o sucesso reprodutivo de cada indivíduo através de manejo adequado. O Parque das Aves está desenvolvendo e aprimorando as técnicas de manejo reprodutivo de espécies ameaçadas, incluindo o cardeal-amarelo (Gubernarix cristata) e o mutum-de-alagoas (Pauxi mitu), que estão dentro de Planos de Ação Nacionais.

Além disso, muitas vezes as técnicas de manejo desenvolvidas para espécies não ameaçadas podem ser replicadas para espécies ameaçadas. O Parque das Aves alcança excelente sucesso reprodutivo especialmente com os seguintes grupos:

Psitacídeos - reproduz 24 espécies
Cracídeos - reproduz 6 espécies
Ramphastídeos - reproduz 5 espécies
Strigidae - reproduz 4 espécies

 

O Parque das Aves é um dos poucos zoológicos no mundo que já conseguiu a reprodução de tachãs (Chauna torquata), com resultados publicados para ajudar outras instituições no manejo dessas aves.

 

Destinação de aves de espécies ameaçadas nascidas no Parque das Aves para projetos de reintrodução

Os animais nascidos no Parque das Aves estão disponíveis para projetos de soltura, especialmente animais de espécies ameaçadas, desde que sejam projetos com aprovação dos órgãos ambientais competentes, tenham uma equipe experiente e uma boa metodologia. Inclusive, o Parque já enviou aves de várias espécies para projetos de reintrodução.

Os viveiros amplos do Parque das Aves visam criar condições para que aves cedidos a projetos de reintrodução possam estar em estado físico e comportamental ótimo para soltura, maximizando a sua chance de sobrevivência no seu habitat natural.

 

Integração da equipe do Parque das Aves em projetos de conservação

O Parque das Aves aderiu aos Grupos de Trabalho de PANs e integra a equipe de projetos de conservação (como exemplo, faz parte da equipe técnica do Projeto de Conservação do Papagaio-de-peito-roxo e do grupo assessor do Programa Papagaios do Brasil). Igualmente, a equipe está sempre disponível para contribuir de forma estruturada ou pontual em projetos de conservação, com expertise em conservação integrada, manejo, veterinária, nutrição, comportamento, bem-estar e comunicações. O Parque das Aves participa em todas essas áreas, e em vários projetos: contribui, em manejo, com os PANs do Mutum-de-alagoas e do Cardeal-amarelo; em nutrição com o Projeto Tamanduaí; em comportamento animal com o PAN da Arara-azul-de-lear; e em reintrodução com o Projeto Ararinha na Natureza. O Parque está disponível para desenvolver ações complementárias ou coordenar componentes de projetos de conservação.

 

Articulações interinstitucionais para a conservação

Conservação é um processo multidisciplinar somente possível se todos os atores do processo trabalharem de forma integrada. Por isso, o Parque das Aves busca ativa e continuamente parcerias com instituições afins que trabalhem com meio ambiente.

O Parque das Aves busca ser agente ativo na conservação local, especialmente do Parque Nacional do Iguaçu. Para isso, participa de fóruns de discussão locais, dentro do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu (CONPARNI), e coordena o Grupo de Trabalho para a Revisão do Plano de Manejo do PNI.

O Parque também atua nos níveis nacional e internacional, articulando parcerias entre governo e organizações, como entre o Ministério do Meio Ambiente, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN/ICMBio) e o Amphibian Ark, além de integrar o Comitê de Conservação da Associação Latino-Americana de Zoos e Aquários (ALPZA) e o Comitê de Conservação e Sustentabilidade da Associação Mundial de Zoos e Aquários (WAZA), entre outros, e ser membro do CPSG.

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